BEM-VINDO...BIEN VENIDO...WELCOME

Estamos iniciando nosso blog que pretendemos manter ativo, informativo, renovado e interativo com nossos amigos.
Será, sem dúvida, provocativo pelo seu teor de temáticas de abordagens sobre a espiritualidade no Reino de Deus.


Porém, sempre uma espiritualidade de valores transcendentais encarnados no quotidiano da vida. Jamais, ópio alienante da realidade tanto existencial como eterna, em Cristo Jesus.


Sejam todos bem-vindos ao nosso blog Caminho do Reino...

Qual a diferenca entre religiao e reino de Deus?

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

RESTAURANDO A PATERNIDADE APOSTÓLICA


Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos aos pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição. (Ml 4.5)

Vivemos os tempos de refrigério e restauração de todas as coisas, conforme profetizado na Palavra da Verdade (At  3.20,21). A coisa nova de Deus já está se manifestando a todo Seu povo em toda a Terra ( Is 43.19). Os sedentos do mover de Deus agora podem saciar sua sede na Fonte Cristalina de Águas Vivas (Zc 13.1).
Dentre as verdades bíblicas em processo de restauração em nossos dias, está a Paternidade Apostólica (Gl 4.19).

1. CONCEITO  GERAL DE PATERNIDADE
A paternidade pode ser: biológica (genética familiar), sociológica (clâ patriarcal), política (libertadores de nações) e espiritual (profético-apostólica). Em todas essas dimensões, a paternidade pressupõe haver alguém com semente(sêmen) fecundando uma terra fértil para gerar outro(s) da mesma espécie (mesmo DNA)!
Um verdadeiro pai gera filhos à sua imagem e semelhança, tanto física, como emocional, espiritual e social. Além de ter a responsabilidade de cuidar, alimentar, educar, disciplinar e formar para a vida...

2. PATERNIDADE APOSTÓLICA
Um  Pai Apostólico autêntico  é como águia e não pardal.(Dt 32.11,12). É um treinador e mentor por natureza, jamais um predador!  O pardal além de pequeno e feio é um predador implacável, vive à caça de ninhos onde possa comer os ovos de outras aves colocando os seus ovos estranhos no lugar, para serem chocados equivocadamente  por terceiros. Assim, o pardal prolifera rapidamente por ser ave predadora e oportunista.
Uma Águia  legítima coloca seu ninho nos picos mais altos das montanhas e árvores frondosas onde gera, alimenta e treina seus filhotes em dimensões superiores para uma grande visão  aprendendo a plainar sob os fortes ventos das dimensões celestes.

3. FILIAÇÃO LEGÍTIMA  NO REINO
Vivemos  um tempo de transição da mentalidade religiosa, até então reinante nas igrejas, para os tempos apostólicos que marcam  a consumação da restauração de todas as coisas na Igreja do Cordeiro de Deus (Rm 8.18-23). O Senhor está selando seus filhos legítimos para realçar o DNA  dos reais cidadãos do Seu Reino Eterno (Ap 7.3-17).
Chegou a hora dos filhos se levantarem corajosamente, assumindo sua natureza  basílica (reinante em vida) e identidade apostólica (espírito filial) para completar com galhardia a missão inacabada de proclamar: este evangelho do reino a todos os povos, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim! (Mt 24.14). Maranhata, Vem Senhor Jesus. Amém!

Porque de modo algum, o  filho da escrava será herdeiro com o filho da livre. Assim irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre.(Gl 4.3.31)


segunda-feira, 28 de maio de 2012

CONFIRMANDO NOSSA ALIANÇA EM PENTECOSTE


Pentecoste (Shavuot) forma junto com a Páscoa(Peshah) e  Tabernáculos(Sucot), as festas chamadas (Shalosh Regalim),  sendo as três festas de peregrinação que  os Filhos de Israel  foram convocados a estar presentes anualmente  no Templo de Jerusalém. As três Festas estão relacionadas com a agricultura. "Shavuot" é mencionada no Pentateuco (Torá) como a Festa das Primícias ou Festa de maturação (HagHaBikurim), em que o agricultor  ofereceria a Deus os primeiros frutos do ano.
 Atualmente em Israel ,  celebra-se “Bikurim" com um fervor muito especial festivo, ofertando para o  "Fundo Nacional Judeu" ( Fundo Agrário da Organização Sionista). As sete semanas entre "Páscoa" e "Shavuot" são períodos de trabalho intenso e difícil de semeadura. “Shavuot” é o tempo da colheita. Portanto, "Shavuot" é também chamado de Festa da Colheita (HagHakatsir). Seu significado mais profundo não é alegria do simples ato de colher, mas do cumprimento das leis que regem essas tarefas. A tradição judaica não suporta a possibilidade da pessoa ser totalmente absorvida pelo seu trabalho,  tornando-se escrava da natureza. Na Torá está claramente estabelecido que é um dever de  todos observar o "Shabat" após o seis dias de trabalho no campo. Seis dias trabalharás e no sétimo, deixarás de arar. O ser humano exaurido por seu trabalho, deve lembrar-se de soltar o  arado no "Shabat".
O  mandamento da Torá calcula cinquenta dias nas sete semanas entre Páscoa e Pentecoste. Conta-se sete semanas a partir do início do trabalho da foice até o início da colheita. “Cada sétimo dia deve-se interromper a tarefa e depois de ter tido sete semanas, deve-se  parar para se observar a Festa das Semanas ou Pentecoste (Shavuot ).
Dessa forma,"Shavuot " tornou-se um símbolo da liberdade dos trabalhadores. É a natureza que dita as leis da colheita e do trabalho. O ser humano têm-se centrado não só no trabalho e descanso, mas também no relacionamento e atitude em direção ao Criador que abençoa o resultado do seu trabalho junto com sua família. A abordagem judaica tradicional deste tema tem características muito especiais:O ser humano deve expressar a sua gratidão ao Criador, levando ao Templo os primeiros frutos do solo como uma oferta de gratidão.Outro Lei da Torá dita que  as pessoas pobres e os estrangeiros residentes (ger) no país, devem recolher a sua parte dos frutos no campo, sendo  determinado que  os trabalhadores não colham uma tira na borda do campo ("Pea), não voltem  para recolher os rabiscos ("Leket") ou aqueles  frutos que foram esquecidos ("shijejá"). Assim, os mandamentos de fraternidade e de solidariedade também pertencem às leis que regem a colheita. Completando a lista de nomes desta Festa, encontramos o feriado mencionado no Talmud como o Dia da Assembléia (HagHaatzéret) reunião festiva de multidões de pessoas,no 6 º mês de Sivan, concluindo o ciclo  da festa da Páscoa. Pela  tradição Judaica, "Shavuot", é a festa da Torah": Segundo ZmanMatanTorateinu ,o momento em que foram agraciados com o Torah  quando estavam  reunidos  em frente do monte Sinai para receber a Palavra do Criador e responden "Naassê Venishmá -vamos fazer e obedecer, submetendo-se as leis da moralidade e da vida que são modelos para a toda a humanidade.
Celebremos Pentecoste agora, trazendo ao Altar do Senhor, os primeiros frutos de nossa semeadura no reino e confirmemos nossa Aliança de fazer e obdecer Sua Palavra para recebermos a Unção que permanece.”...O Espírito Santo que Deus outorgou aos que lhe obedecem.” At 5.32b. AMÉM.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Comunhão na Família de Deus


Sois concidadãos dos santos e da família de Deus. (Ef. 2.19)
A igreja de Cristo é um grupo de companheirismo ou família que se encontra numa caminhada. A atmosfera que deve prevalecer nesse grupo de companheirismo é a de comunhão. Comunhão, em termos mais simples, significa que as pessoas se sentem iguais em relação a si mesmas e a Deus. Daí poderem compartilhar suas experiências, alegrias e frustrações e, inclusive, os próprios bens. A comunhão resulta da compreensão da graça que Deus manifestou na vida de todos. Está ligada bem de perto ao amor. É alimentada pela abertura das pessoas umas para com as outras e se transforma num dos pontos de apoio para a missão da igreja aqui na terra.
   Muitas igrejas sentem o problema da falta de comunhão entre os seus membros. Isto resulta de vários fatores:

1) Estamos enfrentando o problema da segunda e terceira geração de cristãos sem a devida preparação. Exemplo: grande parte dos membros de igrejas nasceu em lar cristão, acostumou-se aos valores da fé. Mas as igrejas, preocupadas em ganhar os de fora, não deram a esse grande contingente de pessoas, a atenção que merecia através de um programa específico de orientação sobre a fé, a vida cristã, a própria razão de ser da igreja no mundo.

2) Pode ser que o pecado esteja atrapalhando a comunhão na vida da igreja (IJoão 1:3-7). O pecado, em qualquer forma que se manifeste, nos leva à descomunhão, a nos escondermos de nós mesmos, dos outros, e de Deus.

3) Também pode acontecer que a própria estrutura da igreja (especialmente igrejas grandes e mais antigas) dificulte a vida de comunhão. Um excesso de formalismo e institucionalismo, onde a estrutura é mais importante que as pessoas, atrapalha.

4) A influência da sociedade em que vivemos. Onde, devido à competição da sociedade de consumo e ao anonimato dos grandes centros urbanos, as pessoas são muitas vezes, vistas e tratadas como números, e não se lhes dá a devida importância.
5) A falta de visão da Unidade da Igreja. Esta é, justamente, uma das oportunidades extraordinárias que as igrejas têm de atuar na sociedade, atingindo pessoas e estruturas, através do desenvolvimento de uma atmosfera de comunhão que possibilite, realmente, a vida em comunidade.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O CORDEIRO É O LEÃO DE JUDÁ

por Ap. Jota Moura


Enquanto o Apóstolo João chorava, um dos anciãos que assistem diante do Trono lhe disse: "Não chores: eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos." (Ap. 5.5) Isso se refere a Gênesis 49:8-9, onde Cristo é retratado como um leão, o qual é um símbolo do Messias, aquele que é um lutador forte contra o inimigo. Quase tudo em Apocalipse é um cumprimento do que é mencionado no Antigo Testamento. Cristo é o Leão lutador, vitorioso e reinante. Ele venceu a batalha no Reino do Espírito. Assim, a Sua vitória O qualifica para abrir o livro da revelação e os seus sete selos.

1. DIGNO É O CORDEIRO-LEÃO
Embora o anjo tenha dito a João para contemplar o Leão da tribo de Judá, o versículo 6 diz: "Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes, e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro, como tinha [tendo] sido morto." O anjo apresentou Cristo como Leão, mas João O viu como o Cordeiro. Como o Leão, Ele é o Lutador Vitorioso contra o inimigo; como o Cordeiro, Ele é o Sacrifício Redentor para nós. Ele lutou para nos redimir, venceu a batalha sobre o inimigo de nossas almas e cumpriu a redenção por nós. Para o inimigo, Ele é um Leão; para nós, Ele é um Cordeiro. Embora os anjos não precisem de redenção, precisam de alguém para derrotar o inimigo de Deus, pois um dentre eles tornou-se inimigo de Deus. Portanto, os anjos percebem que há necessidade de alguém derrotar esse rebelde. Para os anjos, Cristo era o Leão que derrotou o rebelde, mas para nós, incluindo o apóstolo João, Cristo é o Cordeiro, o Redentor. Precisamos da redenção de Cristo. No universo há dois problemas principais - Satanás e o pecado. Como o Leão, Cristo derrotou e destruiu Satanás; e como o Cordeiro, Ele tirou o nosso pecado. Ele ganhou a vitória e cumpriu a redenção.

2. JESUS AGORA É O CORDEIRO-LEÃO
O versículo 6 revela que o Cordeiro está no meio do trono. No que diz respeito à redenção, Cristo assentou-se à destra de Deus nos céus após a Sua ascensão (Hb. 1:3; 10:12), ao passo que, em se tratando da execução da administração de Deus, Ele ainda está em pé ascendendo.
Por que Cristo é tanto o Leão como o Cordeiro? Por causa do pecado e de satanás. O Cordeiro contrapõe-se ao pecado e resolve o problema do pecado. O Leão trata com satanás. Como o Cordeiro, Cristo pagou o preço da nossa redenção, tendo nos lavado dos nossos pecados com seu sangue (Jo 1.29). Como o Leão, Ele derrotou a satanás e seus demônios e Reina Soberano sobre céus e terra. Jesus Cristo e adequado para vir ao encontro de nossas necessidades e resolver nossos problemas. Agora em Cristo, já não há mais condenação do pecado (Rm. 8.1). Satanás e seus demônios foram vencidos para sempre (Ap. 21). Todos os que cremos em Cristo fomos redimidos do pecado e resgatados da mão usurpadora do inimigo para sempre! Jesus Cristo Reina.

UNIÃO DOS FIÉIS EM CRISTO


por Ap. Jota Moura
“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos e sois da família de Deus, edificados sobre o funda-mento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo Cristo Jesus a pedra angular.” - Efésios 2.19-20
Em pequenos poços, numa praia, viam-se a hora de maré vazan-te, inúmeros peixinhos que, céleres, ali se movimentavam. Ou-tros, em outras poças, faziam o mesmo. O que os separava, em alguns casos eram apenas poucas polegadas de areia, mas mes-mo assim, permaneciam naqueles compartimentos estaques du-rantes horas consecutivas. Afinal, veio a maré crescente, inundou a praia e eles, imediatamente, se encontraram reunidos nas águas do oceano imenso e majestoso.
Entre os que se dizem cristãos, existem pessoas que vivam sepa-radas por barreiras aparentemente intransponíveis. Isso, em ge-ral, só se verifica, quando a maré da espiritualidade não se eleva transbordante. Mas quando isso acontece, as separações se anu-lam e as almas, transfiguradas e libertas dos inexoráveis obstácu-los que as denunciam, passam logo a perceber as delícias fasci-nadoras da fraternidade e unidade cristã e nelas se extasiam co-mungando no mesmo espírito de Cristo.
Sentimos que as forças do exclusivismo escolástico tendem a do-minar-nos? Supliquemos, então a Deus que, em nós a maré da vida espiritual cresça até elevar-nos àquelas alturas nas quais, desvencilhando-nos das restrições arbitrárias do isolacionismo religioso, respiremos livremente a amplidão imensa e fascinadora do reino espiritual inaugurado por Jesus Cristo.

terça-feira, 27 de março de 2012

A INDÚSTRIA DA BOATARIA

por Ap. Jota Moura
O Túmulo de Abraham Lincoln foi aberto duas vezes, conta-nos o laureado escritor Charles R. Swindoll.
Desenterrando Defunto
A primeira vez ocorreu em 1887, vinte e dois anos após seu assassinato. Por quê? Não foi para saber se ele morreu por causa do tiro dado por John Wilkers Booth.  Mas por causa de um boato que estava atravessando o país, um rumor de que seu túmulo estava vazio. Um seleto grupo de testemunhas observou que o rumor era totalmente falso, quando viu o caixão ser aberto. Uma segunda vez, quatorze anos depois, o corpo decomposto do martirizado homem foi visto mais uma vez. Agora por mais testemunhas. Pelo mesmo motivo criado pela indústria da boataria!
A pressão popular atingiu tal proporção, que a mesma grotesca cerimônia teve que ser realizada. Apesar dos fortes protestos de Robert, filho de Abraham Lincoln, o corpo deste foi exposto uma segunda vez. As autoridades sentiam que os boatos deviam descansar de vez juntamente com o presidente da Guerra Civil. Finalmente, seu corpo foi acomodado numa cripta em Springfield.
Boatos São Assim
Com uma completa falta de fatos e de uma fonte concreta, a informação é passada adiante, criando desconforto e machucando pessoas. É como um pequeno parasita que se alimenta do apetite doentio de pessoas desprovidas de bom senso. Gente que encontra satisfação em caminhar por becos mal-iluminados, jogando discretas bombas que explodem nas mentes de outras pessoas, iniciando uma série de rumores. Tais elementos sentem-se confortáveis em serem inocentes canais de informações incertas... nunca a fonte.
Os chavões sempre presentes: Ouvi falar... Você ficou sabendo? Ou... Dizem por aí... produzem segurança para o espalha-boatos.
Ouvi falar que o Ferdinand e a Flo estão se divorciando... estão comentando que ela o traía. Ouvi o comentário de que ela é muito fácil... e ele é um garanhão...!
Dizem por aí que o padre Baunilha foi expulso da igreja... imagine porque?
Fiquei sabendo que o filho deles está usando drogas... ele foi pego roubando um supermercado.
Alguém disse que eles tinham que se casar... às pressas porque ela... e ele bebe demais. Comenta-se que ele finalmente conseguiu roubar a vaga de outro... e diz que foi promovido.
Muitas pessoas na comunidade andam tocando essa flauta! As azedas melodias são ouvidas através de inúmeras ligações telefônicas, chamadas no rádio ou na internet... conversas no café da manhã... nos momentos de trabalho...  de confraternização após o culto ou missa... ou numa preguiçosa noite com os amigos.
Poder Destrutivo da Língua
A língua é mais capaz de desenterrar assuntos, expor os esqueletos nos armários, e espalhar os mais chocantes e escandalosos boatos do que qualquer outra ferramenta na Terra. Transmitir para as pessoas más informações, usando a lógica fria e explorando as emoções humanas, sem exercitar a misericórdia e o genuíno amor cristão é infectá-las.
O contágio acontece através da transmissão de más informações, colocações duvidosas, atitudes erradas, opiniões e conclusões sem afeto cristão. A infecção corrompe a relação produzindo destruição de famílias, amizades e comunhão fraterna na Igreja.
Virose Coletiva
Como a indústria da boataria provoca uma virose coletiva? Simplesmente através do colóquio de uma língua infeccionada com um ouvido fofoqueiro. Isso leva as pessoas a crerem na má informação como sendo verdadeira baseada apenas na fonte transmissora. Formar opiniões ou conceitos baseados em informações de terceiros, sem averiguar os fatos. Enfocar apenas aspectos negativos da pessoa envolvida, sem considerar sua personalidade total e sua história de vida. Interpretar palavras e ações da pessoa difamada, como sendo confirmação evidente. Julgar as motivações alheias, tomando por base as informações más. Virar as costas para uma pessoa e cortar a comunhão, sem discernir seu espírito, sem conhecer sua história e sem dar-lhe a chance de defender-se.
Atitudes Construtivas
Recomendamos quatro atitudes corajosas para silenciar aqueles que promovem a indústria da boataria:
1) Identifique as fontes por nome. Se alguém estiver determinado a compartilhar informações que são danosas, exija que a fonte de tais informações seja declarada.
2) Apoie as evidências sobre fatos. Não aceite informações que sejam meros boatos. Recuse-se a ouvir algo além da verdade irrestrita. Você deve saber que a verdade raramente é incerta ou dissimulada.
3) Faça a pergunta chave. Posso falar que foi você quem me contou? É incrível como os fofoqueiros fogem depois que essa pergunta é feita.
4) Use de franqueza. Diga firme e claro: Não gosto de ouvir fofocas. Essa abordagem é para os mais fortes. Ela pode criar um abismo entre você e a pessoa... mas é um modo eficiente de limitar a quantidade de lixo que chega aos seus ouvidos.
Você já pensou, como as pessoas seriam mais sábias e felizes, se todas usassem sempre as quatro atitudes recomendadas acima, antes de abrir a boca para tecer algum comentário ou passar informações negativas sobre outros? Veiculando má informação acerca de outra pessoa, você se torna parte de um contágio virótico mortífero! E então, por que ser um instrumento de morte e não um canal de vida nas mãos do Senhor Jesus Cristo?   

Boston/MA-USA Março 2009 

sexta-feira, 9 de março de 2012

PESCADORES DE HOMENS OU ZELADORES DE AQUÁRIOS?


“Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens” – Jesus
A metáfora que nosso Senhor usou para ilustrar o zelo evangelístico e missionário dos cristãos, não poderia ter sido mais feliz. Ele tinha em mente, por certo, os pescadores de seus dias, homens rudes, mas trabalhadores, que em toscas embarcações se atiravam ao mar em busca de alimento. Seu serviço era dos mais pesados e exigia uma série de qualidades tais como paciência, perseverança e acima de tudo trabalho constante. Dia e noite estavam eles a postos, singrando o mar, estudando a direção do vento, buscando novos cardumes. Seus instrumentos de trabalho precisavam estar sempre em boas condições exigindo-lhes, por isso, cuidado no preparo dos barcos e no remendo das velhas redes. Eram rudes e pobres mas nem por isso, fracos e ignorantes. Pelo contrário.
1. CHAMADOS PARA A MISSÃO
Naqueles dias só se aventuravam ao mar os fortes de corpo e alma. A pesca não era para os fracos e covardes. Estes ficavam na praia, esperando de manhãzinha o fruto colhido nas redes lançadas durante a noite – noite nem sempre calma, às vezes, bem tormentosa. Nosso Senhor precisava de homens assim. O trabalho de evangelização só poderia ser realizado por gente afeita a tempestades, a longas vigílias e a esperas intermináveis. Paciência, coragem, perseverança e uma porção de coisas necessárias a um bom missionário, eram qualidades que não poderiam faltar aos pescadores de homens. Foi o que Jesus fez. Pedro, Tiago, João e muitos outros apóstolos e discípulos após o convite do Senhor, embrenharam-se por todos os cantos do seu mundo ainda pequeno, mas já tão perigoso, em busca de vidas que aceitassem aquilo que eles já haviam aceito, que Jesus era o Cristo de Deus, o único Senhor e Salvador da humanidade.
2. IGREJA – AQUÁRIO
Mas entendo que o Senhor jamais sonhou que os cristãos com o passar do tempo, poderiam deixar de ser pescadores de homens para se transformarem em plácidos zeladores ou pescadores de aquários! Pois não é verdade que nossas igrejas, em sua grande maioria, não passam de aquários bem cuidados, com meia dúzia de peixinhos dourados a nadarem em águas tranquilas?
E nós, em que nos transformamos nós – ministros, pastores, catequistas, sacerdotes – muitas vezes, senão em meros guardiões de aquários bonitinhos, substituindo um ou outro peixinho que morre por outros de outros aquários. Ora oferecendo migalhas de pão à hora certa, mudando essa ou aquela planta para que os raros habitantes de nossos aquários não pereçam à míngua de oxigênio? Os resultados aí estão. Uns acostumados a dar sempre ou quase sempre a mesma coisa, outros a receber sempre ou quase sempre a mesma coisa, numa rotina aniquilante, geradora de condicionamentos religiosos dignos de estudo por um Pavlov.
Além disso, tem o tamanho do aquário. Pequeno ou grande, não importa, sempre aquário, deixando ver o que se passa lá fora, mas impedindo o habitante de aventurar-se a águas desconhecidas. Aliás, isso não é possível. Primeiro, porque o zelador geralmente não deixa. Depois, porque o peixinho não tem condições para lançar-se a mares bravios, sob pena de perecer à sanha de animais acostumados a viver em águas profundas e revoltas.
3. DESPERTAR PARA A REALIDADE
Ora, pensam muitos, se a Igreja se transformou em aquário e nós em peixinhos dourados e/ou zeladores, o melhor é deixar como está. Ninguém mexe em estruturas fixas impunemente. É perigoso. É impopular. Talvez não seja nem da vontade de Deus. E, enquanto as racionalizações se sucedem, a Igreja vai ficando como está, introvertida, ensimesmada, preocupada consigo mesma, vivendo e morrendo para si mesma...
Não é para menos que muitos ministros e leigos se sintam frustrados, no primeiro contato com a realidade que encontram fora do aquário. O mar nem sempre é calmo, as noites nem sempre serenas. É que os conceitos românticos acumulados em suas mentes, aprendidos em seminários, grupos de estudo e discussão, aulas baseadas nas últimas técnicas de educação religiosa e temas fundamentados em livros bem traduzidos, não coincidem com a realidade chocante e desconcertante que existe fora do aquário. Desiludidos, descobrem que a igreja, longe de viver as realidades desta vida, contenta-se não poucas vezes, em cunhar frases bonitas sobre os acontecimentos do passado ou promessas do futuro que a envolvem e que realmente fazem história. De duas, uma: ou prosseguem definhando, ou contentam-se em viver alienados serenamente no aquário.


4. O DESAFIO TRANSFORMADOR
 “Graças a Deus, porém, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” Graças a Deus que suscita homens e mulheres de fé e coragem, pescadores que estudam as evoluções dos ventos nos céus e sondam as águas dos mares em busca de cardumes, não importa onde se encontrem. Pode ser perto dos rochedos, pode ser em torno de recifes traiçoeiros, pode ser até em alto mar. Não importa o perigo. O que importa é ser pescador de verdade, que depois da pesca deita o fruto de seu labor aos pés daqueles que sentados nas areias da praia, não tiveram coragem de enfrentar os perigos da noite. Jamais se contentar em zelar aquário e/ou pescar em aquário alheio (proselitismo) que incha a Igreja, mas não cresce o Reino de Deus.
Nos dias de Jesus a pesca não era para os fracos e covardes. Por isso Ele escolheu os fortes de corpo e alma. Nos dias atuais, a pesca de vidas continua sendo para os que não temem os perigos do mar. Por isso, uns são pescadores de verdade. Outros fazem poesia sobre pescaria. Todos os cristãos, somos chamados a testemunhar a fé em Cristo. Uns, porém contentam-se em zelar e pescar em aquários dos outros. Outros são impelidos pelo Espírito Santo, ao alto mar! Voltarão, sem dúvida, trazendo abundantes peixes para depositar aos pés do Senhor de todos!

Texto adaptado de Rev. Curt Kleemann